quinta-feira, 9 de abril de 2026

Hospital Onofre Lopes suspende cirurgias e fecha laboratório por falta de repasse federal; pacientes do interior voltam para casa sem atendimento

 


O Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), referência em alta complexidade no Rio Grande do Norte, suspendeu cirurgias eletivas e paralisou o laboratório para exames externos por falta de repasses do Governo Federal. A crise já provoca cenas dramáticas: vans inteiras vindas de Mossoró, Pau dos Ferros, Areia Branca e São Miguel do Gostoso tiveram que dar meia-volta, com pacientes que saíram de madrugada e voltaram sem atendimento e sem data de reagendamento.

O morador de Touros Diogo Maradona, operado bariátrico do HUOL, procurou o blog para denunciar a situação. Segundo ele, o protocolo pós-cirúrgico exige retornos a cada três meses durante um ano e meio, com um extenso painel de exames que, na rede privada, custa entre R$ 350 e R$ 400, fora os polivitamínicos obrigatórios, que chegam a R$ 600 a cada dois meses. "Muita gente não tem condição. Quem tem dinheiro chama um carro e vai embora. Quem não tem fica até cinco da tarde esperando transporte", relatou.

A paralisação atinge diretamente o interior, que depende exclusivamente do HUOL para procedimentos especializados pelo SUS. Sem laboratório e sem cirurgias, pacientes bariátricos ficam sem o acompanhamento que previne complicações graves como anemia severa, deficiências nutricionais e distúrbios hormonais, colocando em risco a própria vida de quem já passou pelo bisturi.

O hospital é mantido pela EBSERH, vinculada ao Ministério da Educação, com recursos federais. Fica a pergunta: onde está a bancada federal do RN, oito deputados e três senadores, para cobrar a regularização dos repasses e garantir que o povo potiguar não continue sendo mandado de volta para casa sem atendimento?

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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