O Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL),
referência em alta complexidade no Rio Grande do Norte, suspendeu cirurgias
eletivas e paralisou o laboratório para exames externos por falta de repasses
do Governo Federal. A crise já provoca cenas dramáticas: vans inteiras vindas
de Mossoró, Pau dos Ferros, Areia Branca e São Miguel do Gostoso tiveram que
dar meia-volta, com pacientes que saíram de madrugada e voltaram sem
atendimento e sem data de reagendamento.
O morador de Touros Diogo Maradona, operado
bariátrico do HUOL, procurou o blog para denunciar a situação. Segundo ele, o
protocolo pós-cirúrgico exige retornos a cada três meses durante um ano e meio,
com um extenso painel de exames que, na rede privada, custa entre R$ 350 e R$
400, fora os polivitamínicos obrigatórios, que chegam a R$ 600 a cada dois
meses. "Muita gente não tem condição. Quem tem dinheiro chama um carro e
vai embora. Quem não tem fica até cinco da tarde esperando transporte",
relatou.
A paralisação atinge diretamente o interior, que
depende exclusivamente do HUOL para procedimentos especializados pelo SUS. Sem
laboratório e sem cirurgias, pacientes bariátricos ficam sem o acompanhamento
que previne complicações graves como anemia severa, deficiências nutricionais e
distúrbios hormonais, colocando em risco a própria vida de quem já passou pelo
bisturi.
O hospital é mantido pela EBSERH, vinculada ao Ministério
da Educação, com recursos federais. Fica a pergunta: onde está a bancada
federal do RN, oito deputados e três senadores, para cobrar a regularização dos
repasses e garantir que o povo potiguar não continue sendo mandado de volta
para casa sem atendimento?
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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