Um estudo do Insper aponta que o governo
federal pode economizar ao menos R$ 22,4 bilhões por ano com a revisão de
benefícios sociais, sem necessidade de mudar leis ou cortar direitos. O estudo
foi elaborado pelos pesquisadores Sergio Firpo e Thaline Prado.
As principais economias viriam de ajustes no Instituto
Nacional do Seguro Social e no Bolsa Família.
No Bolsa Família, a estimativa é de economia de R$
4,2 bilhões anuais com cruzamento de dados, análise mais rigorosa das
informações declaradas e verificação presencial em casos suspeitos.
Já no Benefício de Prestação Continuada (BPC), o
estudo aponta potencial de economia de até R$ 2,7 bilhões com revisão de
concessões, combate a fraudes e fiscalização de cadastros.
No INSS, medidas como perícias antes e depois da
concessão e revisões periódicas a cada dois anos podem reduzir pagamentos
indevidos e aumentar a eficiência.
O levantamento destaca que o objetivo é eliminar
irregularidades, como acúmulo ilegal de benefícios e inconsistências
cadastrais, preservando o direito de quem cumpre as regras.
Dados citados indicam que, no fim de 2025, 894,9 mil
famílias recebiam ao menos um salário mínimo em auxílios, muitas com acúmulos
irregulares. No Bolsa Família, cerca de 1,4 milhão de famílias omitiriam
informações, como a presença de cônjuge, para receber o benefício de forma
indevida.

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