A oposição ao governo federal na Câmara dos
Deputados voltou a defender, nesta quarta-feira (22), medidas contra o ministro
do STF, Gilmar Mendes, incluindo um pedido de impeachment e a retomada de
críticas ao inquérito das fake news. A iniciativa foi apresentada ao lado do
ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo).
As ações fazem parte de um pacote anunciado por
parlamentares da oposição em reação ao que classificam como possíveis excessos
na atuação do STF e à condução de investigações em curso na Corte, conforme
informações do SBT News.
O movimento também ocorre após a inclusão
do nome de Romeu Zema em apurações relacionadas ao inquérito das fake news,
em razão da divulgação de vídeos produzidos com uso de inteligência artificial
que satirizariam ministros do STF durante sua gestão no governo de Minas
Gerais.
Em resposta, Zema voltou a comentar o tema em
publicações recentes, afirmando que críticas ao Supremo fazem parte do debate
democrático e defendendo o direito à liberdade de expressão no ambiente
político e digital.
O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB),
afirmou que o grupo protocolará um pedido de impeachment contra Gilmar Mendes,
além de uma queixa-crime contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet,
por suposta prevaricação, e um requerimento ao presidente do STF, ministro
Edson Fachin, sobre o andamento do inquérito das fake news.
O inquérito foi instaurado em 2019 para apurar
ataques e a disseminação de informações falsas contra o STF e seus ministros,
tendo sido prorrogado ao longo dos últimos anos. O procedimento é alvo de
críticas de setores da oposição, que defendem seu encerramento.

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