A Câmara dos Deputados instalou nesta
quarta-feira a comissão especial que vai analisar a PEC que propõe o fim da
escala 6×1. A etapa marca o início da discussão do mérito da proposta.
O colegiado terá 38 membros e será presidido pelo
deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria ficará com Léo
Prates (Republicanos-BA), indicado pelo presidente da Câmara, Hugo
Motta (Republicanos-PB).
PT e PL terão as maiores bancadas na comissão, com
seis titulares cada. Entre os membros estão Erika Hilton (PSOL-SP)
e Reginaldo Lopes (PT-MG), autores de propostas incorporadas ao
texto.
O relator afirmou que pretende buscar um “texto de
equilíbrio”, com regras de transição para reduzir impactos econômicos. A ideia
é estabelecer uma regra geral, com possibilidade de ajustes por negociação
entre empresas e trabalhadores.
Entre os principais pontos em debate
estão:
- Redução
da carga semanal (como 40 horas)
- Mudança
da escala 6×1 para modelos como 5×2
- Possibilidade
de jornadas maiores em menos dias
- Eventuais
medidas para reduzir impactos no setor produtivo
A compensação para empresas, como desoneração
tributária, é defendida por parte da oposição, mas não tem definição e depende
do governo federal.
O relator também indicou que uma transição gradual
será necessária e que modelos como o 4×3 ainda não devem ser adotados de
imediato.
A expectativa é que o relatório seja apresentado e
votado até o fim de maio. Depois, a proposta segue para o plenário da Câmara e,
se aprovada, ainda precisará passar pelo Senado Federal, presidido por Davi
Alcolumbre.
A comissão foi instalada após a PEC ter sua
admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça. Agora, os
deputados discutem o conteúdo antes da votação final.

Nenhum comentário:
Postar um comentário