O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo,
afirmou nesta quarta-feira (8) que auditorias e sindicâncias internas não
identificaram qualquer responsabilidade do ex-presidente Roberto Campos
Neto no caso do Banco Master.
A declaração foi dada durante audiência na CPI do
Crime Organizado, que investiga o maior escândalo bancário do país. O fundador
do banco, Daniel Vorcaro, está preso e é investigado por corrupção,
lavagem de dinheiro e invasão de sistemas.
O caso envolve um rombo de cerca de R$ 52 bilhões
no Fundo Garantidor de Créditos. Segundo Galípolo, as irregularidades
começaram a ser identificadas em 2025, durante a tentativa de compra do Master
pelo Banco de Brasília.
O Banco Central comunicou autoridades como a Polícia
Federal e o Ministério Público após constatar indícios de falta de lastro nas
carteiras de crédito. O Master foi liquidado em novembro de 2025.
As investigações seguem em duas frentes:
administrativa, pela Controladoria-Geral da União, e criminal, pela Polícia
Federal. Há suspeitas de envolvimento de servidores do BC, já afastados.
Galípolo também confirmou que participou de reunião
fora da agenda, em 2024, com Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, sem informar previamente Campos Neto.

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