Uma pesquisa da Real Time Big Data, realizada com
3.000 entrevistas em todo o país, revela como os brasileiros avaliam diferentes
comportamentos do ponto de vista moral.
Os dados mostram que 63% dos brasileiros consideram
o aborto imoral, enquanto 26% dizem que não veem problema. A rejeição cresce
com a idade: chega a 87% entre pessoas com 60 anos ou mais, mas cai para 40%
entre jovens de 16 a 34 anos.
Entre eleitores, 69% dos que votaram em Jair
Bolsonaro em 2022 consideram o aborto imoral, contra 62% dos que votaram em
Lula.
O uso de maconha também enfrenta forte resistência:
55% classificam como imoral, e 35%, como não imoral. A reprovação é maior entre
mulheres (60%) do que entre homens (49%) e dispara para 82% entre pessoas com
mais de 60 anos.
Por outro lado, o uso de contraceptivos é amplamente
aceito: 81% dizem que não é imoral. O índice chega a 90% entre jovens e a 88%
entre os que recebem mais de cinco salários mínimos.
Divórcio, corrupção e pena de morte
O divórcio segue a mesma linha: 81%
afirmam que não é imoral, contra apenas 9% que consideram a prática errada.
Jovens são mais permissivos (91%), enquanto entre idosos a taxa de reprovação
sobe para 17%.
A corrupção aparece como um dos pontos de maior
consenso negativo: 56% dizem que é imoral, contra 27% que não veem problema. A
reprovação é maior entre eleitores de Bolsonaro (62%), mas também é elevada
entre os que votaram em Lula (51%). Entre jovens, chega a 63%.
A pena de morte é vista com mais tolerância: 74% dos
brasileiros dizem que não é imoral apoiar a medida, enquanto 19% consideram a
posição errada. O apoio é maior entre homens (80%) do que entre mulheres (68%).
A percepção sobre riqueza revela que 77% não acham
imoral ser muito rico, mas 12% consideram que sim. Entre pessoas que ganham até
dois salários mínimos, esse índice sobe para 17%.
O levantamento foi feito entre os dias 30 de março e
1º de abril de 2026, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de
confiança de 95%.
R7

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