Para Lula, basta tirar o Pix, o celular e os
cachorros para resolver o problema do endividamento do brasileiro.
Sem filtro, o presidente demonstra que vai dar muito
trabalho para seus marqueteiros nas eleições presidenciais.
Ganha o eleitor, que pode decidir o seu voto com
base no que pensa o candidato. Se eleito, serão 16 anos no poder.
Quem tem ou já teve dívidas sabe o quanto isso afeta
toda uma família. O quanto é difícil deitar a cabeça no travesseiro sem saber
como sair do buraco.
Os discursos de improviso revelam que Lula perdeu a
capacidade de sentir na pele o problema do eleitor, sua principal qualidade. É
sintomático.
A maioria dos brasileiros não se endivida porque
compra de forma compulsiva, como colocou, mas porque o orçamento não cobre mais
despesas básicas. E elas incluem itens como celular e pacote de dados,
indispensáveis para qualquer pessoa que viva no mundo real.
Ao dizer que as pessoas fazem compras impulsivas e
depois colocam a culpa no governo, Lula só reforça o estereótipo de que o
brasileiro é desonesto e quer levar vantagem em tudo.
Lula passou os últimos três anos e meio encastelado.
Longe das ruas, dos ministros e do Congresso.
As pesquisas mostram que o eleitor não gostou da
dispersão, do cada um por si.
O petista é hoje um homem milionário, com patrimônio
declarado de R$ 7,4 milhões. Seu filho mais velho, o Lulinha, movimentou R$
19,5 milhões entre 2023 e 2025 e escolheu viver em Madri, na Espanha, como
revelou a coluna, não no Brasil.
Para efeito de comparação, Geraldo Alckmin, quatro
vezes governador de São Paulo, informou patrimônio de R$ 1 milhão nas eleições
de 2022.
Há 23 anos, desde que ganhou seu primeiro mandato,
Lula não sabe mais o que é abrir uma porta. Tem serviçais para isso, muitos dos
quais maltrata publicamente, como já flagrado por câmeras.
Se parasse para ouvi-los, descobriria que o Pix, o
celular e o animal de estimação não são o problema das famílias brasileiras.
Muito pelo contrário.
Andreza Matais - Metrópoles

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