O governo federal aumentou a sua estimativa de
déficit primário das empresas estatais este ano, de R$ 1,074 bilhão para R$
1,520 bilhão. A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas
Primárias do primeiro bimestre, divulgado na íntegra apenas nesta quarta-feira,
25.
A projeção para o ano já exclui do cálculo gastos de
R$ 10 bilhões com o plano de reestruturação dos Correios, além de cerca de R$ 4
bilhões em outras despesas que não são computadas para fins de cumprimento da
meta das estatais. Incluindo esses dispêndios, o “déficit de facto” esperado é
de R$ 15,458 bilhões.
A meta das empresas estatais este ano é de um
déficit primário de até R$ 6,752 bilhões. Assim, considerando as exceções, o
governo espera cumprir com folga o alvo.
Entre as 21 empresas consideradas na meta fiscal, o
maior déficit esperado é dos Correios. A empresa encerrou janeiro com um rombo
de R$ 1,237 bilhão nas contas e deve chegar ao fim de 2026 com um resultado
negativo acumulado de R$ 9,688 bilhões, segundo a projeção do relatório.
Em seguida, na lista de maiores déficits primários
esperados para 2026, aparecem a Empresa Gerencial de Projetos Navais
(Emgepron), com R$ 2,923 bilhões; a Hemobras, com R$ 827,230 milhões; a
Infraero, com R$ 634,257 milhões; e a Emgea, com R$ 632,570 milhões.
O maior superávit primário previsto, entre as 21
empresas consideradas para fins da meta fiscal, é do Serpro, com R$ 332,509
milhões.
Estadão Conteúdo

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