Um contrato firmado entre o Banco Master e
o escritório ligado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do
ministro Alexandre de Moraes, passou a ser alvo de questionamentos após
vir à tona o valor pago pelos serviços de compliance. Segundo apuração, os
ganhos podem ter sido até 645 vezes superiores aos pagos a outros profissionais
que atuaram em funções semelhantes.
O contrato, que previa até R$ 129 milhões, envolvia
a produção, revisão e implementação de políticas internas do banco. Entre
fevereiro de 2024 e novembro de 2025, o escritório recebeu cerca de R$ 75,6
milhões, com pagamentos mensais elevados. A equipe coordenada por Viviane teria
atuado em áreas como código de ética e diretrizes de governança.
No entanto, documentos analisados indicam que parte
significativa dessas políticas já havia sido elaborada anteriormente por
funcionários do próprio banco ou por outros escritórios de advocacia. Em alguns
casos, os registros digitais apontam autoria de terceiros mesmo durante o
período em que o escritório de Viviane prestava serviços.
Especialistas ouvidos apontam que os valores pagos
fogem dos padrões de mercado. Estimativas indicam que serviços semelhantes
poderiam custar menos de R$ 10 milhões em escritórios de grande porte, o que
levanta dúvidas sobre os critérios adotados na contratação.
O caso ganha ainda mais relevância por envolver
investigações em curso sobre o Banco Master, que apuram suspeitas de
irregularidades financeiras. Até o momento, não houve manifestação pública do
ministro Alexandre de Moraes sobre o tema.
Com informações do Estadão

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