Portal 98FM
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta
sexta-feira (2), em entrevista coletiva em Brasília, que vai recorrer da
decisão da 1ª instância da Justiça do Rio Grande do Norte que o condenou à
perda do mandato. Ele afirmou, ainda, que continuará no Senado por, pelo menos,
mais sete anos.
“Gostaria de tranquilizar meus eleitores, o estado
do Rio Grande do Norte, prefeitos, senadores de oposição, tranquilizar todos
aqueles que ao longo desse período na política têm confiança na nossa atuação e
posicionamento, de que eu vou continuar Senador da República por mais pelo
menos 7 anos e 7 meses. Fiquem todos tranquilos. Isso, certamente, para
desespero de alguns que se regozijaram com o processos de ontem”, afirmou
Rogério.
As punições contra o senador foram a perda de função
pública, suspensão dos direitos políticos por oito anos e pagamento de multa,
além de proibição de contratar com o Poder Público e receber benefícios ou
incentivos fiscais.
O juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas considerou
que Marinho, enquanto vereador da Câmara Municipal de Natal, foi responsável
por incluir “de forma desleal” a nomeação de uma funcionária “fantasma” no
quadro da casa, causando prejuízo aos cofres públicos.
Trata-se de uma médica que prestava serviço em uma
clínica que Rogério Marinho em Natal quando era vereador, para atender pessoas
carentes.
A decisão afirma que o então vereador nomeou uma
médica como funcionária pública, mas ela nem “sequer tinha ciência do seu
vínculo com a Casa Legislativa” e que “jamais chegou a exercer, regularmente,
as atribuições dos cargos para os quais foi nomeada”.
O político também nega que o caso tenha representado
qualquer dolo ao erário público, além de ressaltar não haver “acusação de
apropriação de dinheiro, nem de que o serviço não era prestado”. Ele declarou,
também, que entende que o caso prescreveu, pois o mandato de vereador dele
encerrou em 2007.
“Continuo aqui, defendendo o que sempre defendi ao
longo da minha vida pública. De cabeça erguida, com a consciência de que não
infringimos a Lei, não praticamos nenhum ato de corrupção, nenhum ato doloso,
nenhum ato de desvio de recurso público”, declarou Rogério Marinho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário