Com informações de Portal da Tropical
Um motorista por aplicativo, identificado como
Marcelo Monteiro, teve o carro depredado por dois passageiros durante uma
corrida na noite dessa segunda-feira (05). O caso aconteceu no bairro de
Candelária, na zona Sul de Natal. De acordo com o profissional, a depredação
aconteceu após ele se recusar a mudar a rota que constava no aplicativo.
Segundo o condutor, os dois homens haviam solicitado
uma viagem de Candelária para Rosa dos Ventos, em Parnamirim. No entanto, ao
entrarem no carro, eles queriam que o destino fosse o bairro de Felipe Camarão,
na zona Oeste de Natal. A mudança seria extra aplicativo, o que não foi aceito
pelo motorista.
"Eu aceitei uma viagem para Parnamirim, porque
já era 22h, eu estava trabalhando desde às 7h da manhã e eu queria voltar para
casa. Tocou uma viagem em Candelária. Eu peguei. Eram dois passageiros. Quando
entraram no carro, na avenida Prudente de Morais, eu estava no sentido Centro.
Quando eu fiz o retorno, eles disseram que queriam mudar o trajeto da viagem para
Felipe Camarão. Eu falei: 'aceitei porque eu quero ir para Parnamirim, porque
vou encerrar meu expediente'", detalhou.
A partir de então, o fim de noite se tornou um
pesadelo para Marcelo. Os passageiros pediram que ele parasse o carro.
"Foi quando ele mandou parar o carro, disse que queria descer, queria que
eu fizesse a viagem de todo jeito", acrescentou.
Para ele, o fato de os passageiros não utilizarem o
aplicativo para alterar a rota gerou uma desconfiança. "Se ele não quis
colocar na plataforma, ele não quis se complicar com alguma coisa. Quando eu
falei que não iria fazer, ele pediu para parar o carro", reforçou.
Foi nesse momento que a dupla saiu do carro e
promoveu a depredação. "Ele bateu a porta do carro, deu um murro no vidro.
Um foi pela frente, o outro foi por trás para querer bater em mim. Foi quando
eu desci do carro, botei a mão na cintura, fazendo a menção que estava com
alguma coisa. Eles correram", contou.
O motorista trabalha com o transporte de usuários há
cerca de três meses. O carro é alugado, com taxa superior a R$ 2 mil por mês.
Ele lamentou o prejuízo que vai ter que arcar.
Após a depredação, a polícia foi acionada, mas
ninguém foi preso. Ele registrou Boletim de Ocorrência (B.O.).

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