A cada 100 litros de água captada e tratada para se
tornar potável, o Rio Grande do Norte perde 52 litros em vazamentos, fraudes,
“gatos”, erros de leitura dos hidrômetros, entre outros problemas. Os dados são
do Instituto Trata Brasil, divulgados nesta segunda-feira (5).
O estado teve redução 0,1% nas perdas em relação ao
levantamento anterior. Porém, com 52,2% de perdas registradas em 2021 -
o ano mais recente apontado - o RN ficou na sétima colocação entre as unidades
da federação com maior quantidade de desperdício de água.
Na região Nordeste, o estado ficou na segunda
colocação, entre as maiores perdas, atrás apenas do Maranhão (59,2%).
Na média, os estados nordestinos desperdiçaram 46,2%
da água tratada. A região é a segunda com mais perdas, atrás da região Norte
(51,2%).
Segundo Rodrigo Melo do Nascimento, coordenador de
combate às perdas da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte
(Caern), os índices de perdas do estado caíram 3% desde 2015, o equivalente a
74 milhões de metros cúbicos de água.
Segundo ele, o volume seria suficiente para
abastecer a cidade de Mossoró e Parnamirim - segunda e terceira maiores cidades
do estado - por um ano e meio.
"A perda se dá de duas maneiras: as perdas
físicas, quando a água é perdida no processo de distribuição - normalmente
acontece por vazamentos - e as perdas aparentes, quando ela é entregue ao
consumidor, mas não é computada devidamente. A gente tem essas duas vertentes
onde precisamos atuar", disse.
Ainda de acordo com ele, a estatal tem investindo
principalmente no monitoramento de pressão da rede e na macromedição dos
sistemas de distribuição para tentar evitar desperdícios. A Caern contratou 980
pontos de monitoramento, dos quais mais de 600 já foram instalados
"A gente consegue melhorar o abastecimento das
áreas e enxergar problemas mais rapidamente. A redução de pressão reduziu em
dois terços a perda registrada em alguns pontos", disse.
Ainda de acordo com ele, mais de 90% dos vazamentos
são retirados de até três dias. "Muitos em menos de 24 horas",
declarou.
Municípios
Em um ranking de 100 municípios brasileiros
analisados, Natal (59,85%) e Mossoró (60,30%) estão entre os que mais
desperdiçam. Com isso, ficaram na 94ª e na 95ª posição, respectivamente.
O estudo ressalta que somente redução de 0,1% de
desperdício no Rio Grande do Norte em 2021 representou a economia de 111
piscinas olímpicas diariamente.

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