As primeiras oficinas do Programa Arte e Cidadania
da Fundase/RN começaram nesta semana, dia 16 de maio, nas unidades
socioeducativas de semiliberdade feminina Casemi Santa Catarina e provisória
masculina Casep Metropolitano, ambas em Natal. Serão dois encontros por semana
durante cinco meses.
O professor Reinaldo Sales, conhecido como Cipó, é
responsável por aulas de Música Afro-Brasileira, na unidade feminina, que está
atualmente com duas adolescentes. Ele é capoeirista, graduado em Gestão
Desportiva e de Lazer, pelo IFRN, com especialização em Elaboração de Programas
e Projetos de Esporte e Lazer na Escola, e já teve experiências com aulas na
socioeducação.
“Nessa primeira semana estou buscando entender como
funciona a unidade e o gosto das adolescentes pra definir se serão aulas mais
sistemáticas ou vivências. O momento inicial foi de apresentação, falei sobre a
influência africana no Brasil, capoeira, samba, swingueira. Vou trazer
instrumentos, cantar. Pretendo introduzir percussão, pandeiro. Hoje foi a
palma.”, contou.
As adolescentes logo se conectaram com o tema e uma
delas trocou experiências com o professor, por conhecer a capoeira. “Ele faz
parte de um movimento que eu fazia antes, desde os 5 anos de idade, a
capoeira”, disse ela, que está com 15. “Achei maravilhoso”.
“Achei muito legal, porque eu nunca tive uma
atividade assim”, avaliou a outra adolescente atendida pela unidade, ao lembrar
que abandonou a escola há cinco anos e vai voltar a partir de agora.
O Programa Arte e Cidadania contempla as áreas de
artes cênicas: teatro; música (violão e percussão; artes visuais (pintura em
tela e escultura em argila) dança: hip hop; arte urbana: grafite; artesanato:
papéis reciclados; diversidade cultural: capoeira – música afro-brasileira.
A pedagoga Ariadna Medeiros, tem pós-graduação em
Dança pela UFRN e está levando o Hip Hop para o Casep Metropolitano, onde está
com cinco alunos em uma turma. Ela acredita que a socioeducação é “um ambiente
para colher frutos e desenvolver futuros”.
“A oficina de hip hop foi um momento de descontração
e busca de confiança por entre os adolescentes. No primeiro dia tivemos as
apresentações e diálogos sobre o que é o hip hop, desdobramentos sobre o corpo
que dança o hip hop e como entendemos a estrutura ao nosso redor, mediante a
cultura hip hop. Os atendidos se sentiram felizes pela partilha e pelo momento
da dança e em contato com a professora”, avaliou.

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