Folhapress
A pesquisa semanal de
preços dos combustíveis da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e
Biocombustíveis) captou poucos repasses dos cortes nos preços implantados
pela Petrobras na quarta-feira (16), quando a companhia abandonou a
paridade de importação em sua política de preços.
O preço médio da gasolina
caiu apenas 0,5%, ou R$ 0,03 por litro. O diesel ficou 1,9%, ou R$ 0,11 por
litro mais barato. E o botijão de gás terminou a semana
praticamente estável em relação à anterior.
A pesquisa da agência
costuma demorar a captar reajustes feitos no meio da semana, já que a coleta
ocorre nos primeiros dias, mas postos têm reclamado que distribuidoras de
combustíveis ainda não repassaram todo o corte das refinarias, alegando que
ainda têm estoques antigos.
O
governo prometeu fiscalizar o setor na próxima semana, em uma
tentativa de forçar a baixa, repetindo o que fez o ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL) durante sua gestão.
Ao anunciar sua nova
política de preços, a Petrobras cortou o preço da gasolina em R$ 0,40 por
litro. O diesel caiu R$ 0,44 por litro e o gás de cozinha, R$ 8,97 por botijão
de 13 quilos. A estatal disse esperar que a gasolina fosse a R$ 5,20 e o
diesel, a R$ 5,18 por litro, nas bombas. O botijão poderia cair a R$ 99,85.
Segundo a ANP, o preço
médio da gasolina no país fechou a semana em R$ 5,46 por litro esta semana. A
gasolina mais barata foi encontrada em Diadema (SP), a R$ 4,39. A mais cara, em
Tefé (AM), a R$ 7,30.
O produto sofrerá pressão
altista no início de junho, com o início da vigência do novo modelo do ICMS. Em
julho, o governo federal deve retomar alíquotas antigas de PIS/Cofins,
colocando ainda mais pressão sobre o produto.

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