Uma mulher vítima de violência doméstica em
Canguaretama, no Litoral Sul do Rio Grande do Norte, relatou os momentos de
terror que viveu após o ex-companheiro agredi-la na frente da filha. O caso
aconteceu na última segunda-feira e provocou forte repercussão no município.
Ainda abalada, a vítima contou que o agressor
desferiu golpes no rosto, provocou um sangramento e, em seguida, a retirou do
carro à força.
“Só senti uma cotovelada ou um soco na
minha boca. Coloquei a mão e começou a sangrar. Depois ele me tirou do carro e
me jogou no chão com força”, relatou.
Filha presenciou toda a violência
Segundo a vítima, a filha do casal acompanhou toda a
cena e tentou impedir as agressões.
A mulher contou que a criança permaneceu encolhida
no banco traseiro do veículo enquanto o pai a atacava.
“Minha filha gritava: ‘Solta minha mãe,
por favor. Mãe, vamos embora daqui. A gente não precisa desse homem’.”
O relato emocionou moradores da cidade e reforçou o
impacto que a violência doméstica provoca também nas crianças que presenciam
esse tipo de crime.
Caso repercute em Canguaretama
O episódio mobilizou moradores e gerou grande
repercussão em Canguaretama.
A população demonstrou indignação diante da
violência sofrida pela mulher. Além disso, o caso passou a dominar
as conversas no município.
Para preservar a identidade da vítima, a reportagem
ocultou seu rosto. Mesmo assim, os ferimentos espalhados pelo corpo
e pela face mostram a gravidade das agressões.
Anallyson alerta para aumento dos casos
Durante o programa Patrulha da Cidade, o
apresentador Anallyson comentou a frequência com que casos de violência
doméstica chegam ao noticiário.
Segundo ele, a quantidade de ocorrências chama
atenção e aumenta a percepção de crescimento desse tipo de crime.
“Se você observar a imprensa estadual e
nacional, parece que hoje a gente noticia mais casos de violência doméstica do
que assaltos ou furtos. Não estou citando um dado oficial, mas essa é a
impressão diante da quantidade de ocorrências.”
O apresentador também lembrou que campanhas de
conscientização e operações de combate à violência contra a mulher continuam em
andamento. No entanto, novos episódios seguem acontecendo em
diferentes municípios do Rio Grande do Norte.
Denúncias ajudam a combater a violência
As vítimas de violência doméstica podem procurar a
Polícia Civil, a Polícia Militar e os demais canais de proteção à mulher para
denunciar os agressores.
Além disso,
familiares, amigos e vizinhos podem comunicar situações de violência às
autoridades. Dessa forma, a denúncia contribui para interromper o
ciclo de agressões e ampliar a proteção às vítimas.

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