O senador e pré-candidato à Presidência Flávio
Bolsonaro (PL-RJ) sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação da Lei
Magnitsky contra pessoas “identificáveis”, em vez da imposição de tarifas de
25% sobre produtos brasileiros.
A proposta foi feita em uma carta enviada ao
escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. No documento, o
senador também pede que qualquer medida tarifária contra o Brasil seja adiada
até as eleições, para evitar impactos políticos internos.
Flávio afirma que a Lei Magnitsky seria um
“instrumento calibrado” para atingir alvos específicos. Ele cita declarações
atribuídas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis
medidas relacionadas ao Brasil em 2025, incluindo críticas ao Supremo Tribunal
Federal (STF) e alegações de restrições à liberdade de expressão.
Na carta, o senador argumenta que tarifas de 25%
sobre importações brasileiras não atingiriam os responsáveis pelos problemas
apontados, mas sim setores da economia e consumidores.
Segundo ele, esse tipo de medida afetaria
exportadores brasileiros, importadores norte-americanos e a população dos dois
países. Para Flávio, a opção por tarifas em vez de sanções individuais acabaria
“recompensando o autor da conduta que se pretende punir”.

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