Não começou em Brasília a trajetória de fraudes que
garantiram a Daniel Vorcaro a glória, a fortuna e a desgraça, resultando na
liquidação do seu Banco Master.
Porém, a proposta da delação frustrada do
ex-banqueiro sugere que a gênese do império financeiro tem endereço certo: os
governos do PT na Bahia quando chefiados por Jaques Wagner, líder do governo no
Senado, e Rui Costa, ex-todo-poderoso ministro de Lula. A proposta de delação
de Vorcaro prometia expor a relação com a dupla.
O PT entregou a Vorcaro o CredCesta, programa que
permitiu ao Master ingressar no fabuloso e rentável mundo de empréstimos
consignados.
No ápice dessa influência, decreto de 2022 de Rui
Costa proibiu uso da portabilidade para quem tentava se livrar das taxas
abusivas do Master.
Fontes ligadas ao caso dizem que, na proposta de
delação rejeitada pela PF, Vorcaro descrevia como o decreto fortaleceu o banco
e o fez crescer.
Jaques Wagner e Rui Costa negam suspeitas e
minimizam os laços com Vorcaro, mas a rejeição do acordo sugere que a PF já tem
tudo apurado.
DIÁRIO DO PODER

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