A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) já protocolou 63 ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos primeiros
seis meses do ano, incluindo pedidos de direito de resposta.
Um dos principais focos das representações é o uso
de inteligência artificial em conteúdos publicados por adversários. Das 63
ações, 17 citam vídeos produzidos com IA, segundo os pedidos assinados pelo
advogado Ângelo Ferraro.
As ações envolvem temas como o desfile de Carnaval
que homenageou Lula, os casos do INSS e do Banco Master, além de publicações
que associam o presidente e o PT ao crime organizado.
Entre os alvos estão a campanha de Flávio Bolsonaro,
que concentra 18 representações, além de Romeu Zema e outros pré-candidatos
ligados ao campo bolsonarista. A maioria dos processos questiona suposta
propaganda eleitoral antecipada.
Segundo a equipe jurídica do PT, foi criada neste
ano uma central de monitoramento das redes sociais em tempo real para
identificar conteúdos considerados desinformativos e acionar o TSE quando
necessário.
O volume de ações chama atenção porque a campanha
oficial ainda não começou — o período eleitoral tem início em agosto — e o
número de processos já supera o registrado no mesmo estágio das eleições
anteriores.

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