O presidente Lula iniciou nesta terça-feira (16) sua
participação oficial na cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França,
enfrentando o desafio de se manter relevante em meio à dominância de crises
globais, como a guerra na Ucrânia e o embate comercial entre Estados Unidos e
Europa. Especialistas ouvidos pela BBC avaliam que conquistar a atenção de
Trump será uma das principais dificuldades para o brasileiro.
Lula foi convidado por Macron para participar das
sessões ampliadas do segundo dia de reuniões, como é tradição quando o
anfitrião convida líderes de fora do G7. Além da foto oficial com Trump, o
presidente brasileiro realizou encontros bilaterais com Macron e com a
primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Reuniões com líderes da União
Europeia e do Egito também estavam na agenda.
O governo brasileiro busca posicionar Lula como
"voz do Sul Global" e reafirmar o compromisso do país com o
multilateralismo. O discurso do presidente abordou temas como desenvolvimento
sustentável, reforma da governança global, inteligência artificial e combate ao
crime organizado transnacional.
A presença de Lula no G7 ocorre em meio a múltiplas
frentes de tensão com os EUA: a ameaça de tarifas de 25%, a classificação de
facções brasileiras como terroristas e a ação judicial da Trump Media contra o
ministro Moraes. Interlocutores afirmam que o governo brasileiro não pediu
reunião bilateral formal com Trump.
Fontes: G1, BBC

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