O Palácio do Planalto gastou R$ 178 milhões com
publicidade entre 1º de janeiro e 15 de junho de 2026, segundo dados da
Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Com isso, os gastos do
governo Lula com propaganda desde o início do terceiro mandato chegaram a R$
954,5 milhões.
Os investimentos da Secom foram de R$ 175,9 milhões
em 2023, R$ 234,9 milhões em 2024, R$ 365,7 milhões em 2025 e R$ 178 milhões em
2026, até 15 de junho.
Os valores consideram apenas os gastos da Secom da
Presidência e não incluem despesas com publicidade de ministérios, estatais e
empresas de economia mista.
Grupos de mídia que receberam
publicidade da Secom em 2026 (jan. a jun. de 2026)
1.
Grupo Globo — R$ 33,0 milhões
2.
Google Brasil — R$ 23,0 milhões
3.
Facebook/Meta — R$ 18,6 milhões
4.
Grupo Record — R$ 13,4 milhões
5.
SBT/SBT News — R$ 5,9 milhões
6.
Kwai Brasil — R$ 4,6 milhões
7.
Amazon/Prime Video — R$ 4,3
milhões
8.
JCDecaux — R$ 3,7 milhões
9.
ESPN/Disney+ — R$ 2,6 milhões
10.
Netflix — R$ 2,3 milhões
11.
Uber — R$ 2,0 milhões
12.
Eletromidia — R$ 1,9 milhão
13.
Grupo Jovem Pan — R$ 1,4 milhão
14.
CazéTV — R$ 1,3 milhão
15.
Max — R$ 1,2 milhão
16.
Grupo UOL/Folha — R$ 1,1 milhão
17.
Grupo Metrópoles — R$ 1,1 milhão
As campanhas publicitárias divulgaram 49 temas e
tiveram 1.454 anúncios veiculados em TV, rádio, jornais, revistas, internet e
plataformas de streaming.
Temas com as campanhas mais caras em 2026:
- fim
de ano de 2025 – R$ 36 milhões;
- balanço
do governo e panoramas nos Estados – R$ 32
milhões;
- ações
de oportunidade (também chamada de always on
–é um gasto para manter campanhas ativas) – R$ 28
milhões;
- isenção
do Imposto de Renda – R$ 17 milhões;
- governo
presente nos Estados – R$ 12 milhões.
Nota da Secom:
“A Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República (SECOM), na condição de órgão central do Sistema de
Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (SICOM), atua em estrita observância
à legislação eleitoral e às normas que disciplinam a publicidade institucional
da administração pública federal.
“Os limites aplicáveis às despesas
com publicidade institucional vêm sendo plenamente cumpridos pela pasta, com
base nos critérios estabelecidos na legislação vigente e nas orientações
jurídicas aplicáveis, inclusive por meio de sua regulamentação interna.
“A Secretaria está à disposição
para prestar todas as informações necessárias e destaca que apresentará, no
foro competente, os esclarecimentos técnicos e jurídicos que se fizerem
necessários.
“Por fim, eventuais comparações
entre exercícios distintos devem considerar as especificidades de cada período,
as políticas públicas desenvolvidas, o planejamento anual de comunicação e as
necessidades de campanhas de utilidade pública, não sendo adequada a comparação
isolada de valores empenhados entre anos sem a devida contextualização.”
Com informações de Poder 360

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