segunda-feira, 15 de junho de 2026

FIM DA 6X1: Agro, indústria e supermercados criticam PEC e preveem efeitos bilionários

 


A proposta que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas voltou a gerar reação de representantes do agronegócio, da indústria e do comércio.

Entidades ouvidas pela CNN Brasil afirmam que a PEC pode elevar custos, aumentar a dificuldade para contratação de mão de obra e provocar impactos em diversos setores da economia.

No agronegócio, representantes do setor argumentam que a proposta não leva em conta as particularidades da atividade rural, como períodos de plantio e colheita que exigem jornadas diferenciadas.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária, estudos apresentados à Comissão de Constituição e Justiça apontam impactos bilionários em segmentos como etanol, proteína animal e cooperativas caso a proposta seja aprovada nos moldes atuais.

No setor supermercadista, a preocupação é com o aumento dos custos operacionais. Associações do segmento afirmam que pequenas empresas teriam mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho.

Representantes do setor também estimam que a mudança pode resultar em reajustes de preços para o consumidor final. Projeções apresentadas por entidades do comércio apontam impacto entre 9% e 10% em determinados segmentos.

A indústria também demonstra preocupação. A Confederação Nacional da Indústria calcula que a redução da jornada pode elevar entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões por ano os custos com empregados formais, o equivalente a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos.

Entidades industriais afirmam ainda que o aumento das despesas pode pressionar a inflação, reduzir a competitividade das empresas e estimular a informalidade em alguns setores.

Durante o debate, representantes empresariais também criticaram a inclusão das regras diretamente na Constituição, defendendo que eventuais mudanças sejam discutidas por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores.

Além dos impactos econômicos, lideranças do setor produtivo alegam que o avanço da proposta tem sido influenciado pelo forte apelo político do tema e defendem um debate mais aprofundado antes da votação definitiva no Congresso Nacional.

 

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