Quem frequenta o Parque do Povo, no São João
de Campina
Grande, encontra milhares de opções de comidas em pontos comerciais
espalhados pelo local da festa. Com objetivo de resgatar a tradição do milho
cozido, uma empreendedora criou um modelo de negócio que aposta na
gourmetização do alimento, com uma proposta inovadora que oferece milho no pote
com diversos recheios diferentes.
O Maior São João do Mundo também é conhecido pela
diversidade gastronômica. Nos últimos anos, empreendedores da cidade
apresentaram nos cardápios comidas que usam o milho como ingrediente especial,
como sushi
de pamonha e pizza
de canjica. Mas o bom e tradicional milho cozido também é procurado pelo
público.
A barraca "Milho no PP", que está na área
do Parque Evaldo Cruz no São João 2026 de Campina Grande, busca dar uma nova
roupagem com releituras criativas da comida típica e nasceu da vontade de
valorizar o milho de uma forma diferente.
“Eu sempre senti que o milho, que é um dos maiores
símbolos do São João, merecia um espaço de destaque. A ideia foi criar algo que
mantivesse a essência da nossa cultura, mas que também conversasse com os
hábitos de consumo atuais. O milho no pote nasceu justamente dessa vontade de
inovar sem perder as raízes”, explica Thalita Barreto.
Para a empreendedora Thalita Barreto, o formato de
milho no pote facilita o consumo durante os passeios pela área da festa e
também desperta a curiosidade dos consumidores. A idealizadora da ideia aposta
na experiência afetiva de quem consome o milho, já que a comida é a base da
maioria das receitas típicas juninas.
O cardápio apresenta opções com nomes do clássicos
do forró, como "Fogo sem Fuzil", que mistura espigas de milho
debulhadas, sal, manteiga da terra, alho frito, carne de sol desfiada, queijo
coalho e parmesão ralado; e outras opções, como “Esperando na Janela” e “Olha
pro Céu”.
"Dá para montar o milho gourmet no pote como
quiser. São até três temperos, entre sal, manteiga da terra e alho frito, três acompanhamentos,
entre carne de sol, bacon, calabresa, Cream cheese e queijo coalho. E ainda um
topo, que pode ser queijo parmesão ralado, orégano, cebolinha, e o mais
inusitado: mel de engenho", explica Thalita.
A estimativa inicial da empreendedora era vender uma
média de 50 potes de milho por dia, mas com a repercussão da ideia nas redes
sociais, o local já chegou a vender 200 potes por noite. Mais pessoas foram contratadas
para dar conta da demanda e a expectativa é que as vendas sigam batendo
recorde.
Além do milho, o local também serve outras comidas à
base do alimento, como pamonha, canjica e mungunzá. Tudo pensando em oferecer
ao visitante uma experiência afetiva com as comidas típicas juninas.
"O pessoal elogia muito, pois, apesar de ser um
evento de São João, não é tão comum encontrar comidas de milho nas barracas e
restaurantes do Parque do Povo. A aceitação foi muito mais rápida do que eu
sonhei. Rapidamente, nas redes sociais, começaram a falar sobre o Milho no PP,
postar nossos produtos… Está sendo incrível, de verdade", reiterou a
empreendedora.

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