O presidente do Congresso Nacional, senador Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP), subiu à tribuna do Senado Federal nesta
sexta-feira para rebater com veemência a reportagem publicada pela revista Veja
que afirmava ter ele recebido 30 milhões de dólares do banqueiro Daniel
Vorcaro, dono do Banco Master, depositados em uma conta no exterior. Em
discurso carregado de indignação, Alcolumbre negou categoricamente as acusações
e anunciou que utilizará todos os instrumentos legais, judiciais e
institucionais disponíveis para se defender e identificar os responsáveis pela
publicação.
O senador classificou as alegações como
"inteiramente falsas" e afirmou que jamais recebeu qualquer valor, no
Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja. Para Alcolumbre, a matéria
foi publicada sem qualquer prova ou evidência e teve a única intenção de
arrastar seu nome, sua honra e sua reputação para a lama. Ele destacou que é
espantoso e igualmente revoltante que uma acusação dessa gravidade seja
veiculada contra um chefe de poder sem nenhum embasamento factual.
O ponto de maior gravidade levantado por Alcolumbre,
no entanto, vai além da negativa pessoal. O presidente do Congresso levantou a
possibilidade de que o fato noticiado pela Veja nem sequer conste do acordo de
colaboração premiada de Daniel Vorcaro. Se confirmado, isso significaria que a
revista teria publicado uma acusação inventada e a atribuído a um procedimento
oficial para conferir aparência de verdade, o que configuraria, segundo ele,
uma situação gravíssima para as instituições brasileiras e para o sistema de
justiça.
Alcolumbre afirmou que o ataque não foi dirigido
apenas a ele como pessoa, mas ao Senado Federal, ao Poder Legislativo e à sua
autonomia institucional. Ele fez um apelo direto aos colegas senadores para que
não permitam que esse tipo de prática se torne normal no Brasil, onde
autoridades públicas podem ser desmoralizadas com base em fatos inventados e
acusações sem nenhuma prova. O senador assumiu publicamente o compromisso de
levar sua defesa às últimas consequências e de identificar quem teria inventado
a suposta acusação.
Em tom firme e assertivo, Alcolumbre declarou que
não será intimidado, ameaçado, constrangido nem chantagiado, e que seguirá
exercendo suas funções com absoluta independência e coragem. Ele prometeu que o
Brasil conhecerá o nome de quem tentou envolvê-lo em um crime do qual afirma
ser absolutamente inocente, e transformou essa tarefa em uma prioridade pessoal
e institucional. A declaração repercutiu imediatamente no plenário do Senado e
reacendeu o debate sobre os limites da imprensa, o sigilo de delações premiadas
e a segurança de autoridades públicas diante de vazamentos não verificados.

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