Um policial militar e um policial civil do Rio
Grande do Norte são suspeitos de terem acessado e compartilhado, de forma
indevida, informações sigilosas relacionadas a uma operação que estava sob
segredo de Justiça.
Eles foram alvo da Operação Acesso Restrito,
deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (13) para apurar uso indevido
de sistemas informatizados, violação de sigilo funcional e compartilhamento
ilegal de informações protegidas.
As investigações tiveram início após o vazamento de
imagens e de detalhes relacionados à Operação “Pouso Forçado”, deflagrada em 24
de setembro de 2025.
Na ocasião, a Polícia Civil investigava um esquema
criminoso que teria desviado mais de 12,5 milhões de pontos de um programa de
milhas vinculado a uma instituição financeira pública, mediante fraude e
lavagem de dinheiro.
Durante a ação desta quarta-feira (13), foram
cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em residências e
dois em locais de trabalho, nos municípios de Natal e Macaíba. As medidas foram
autorizadas pelo Poder Judiciário.
O nome da operação faz referência ao objeto da
investigação, relacionado à suposta utilização indevida de sistemas e bancos de
dados cujo acesso é limitado a agentes públicos autorizados.
A ação contou com o apoio da Polícia Militar do Rio
Grande do Norte.
Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem em
andamento e outras medidas poderão ser adotadas no decorrer da apuração.
"A Polícia Civil do Rio Grande do Norte destaca
que não compactua com qualquer prática de violação de sigilo funcional, uso
indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações
protegidas pela Administração Pública, reafirmando o compromisso da instituição
com a legalidade, a ética e a preservação do interesse público", informou
a corporação.

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