segunda-feira, 11 de maio de 2026

Governo Lula pode taxar lucro de empresas para conter alta de combustíveis causada pela guerra no Irã?

 


O governo federal decidiu não adotar a taxação sobre lucros extraordinários de empresas do setor de energia como medida para frear o impacto da alta dos combustíveis provocada pela crise no Estreito de Ormuz. A chamada "windfall tax", já utilizada por países europeus durante choques energéticos, poderia aumentar a arrecadação e subsidiar o preço dos combustíveis na bomba, mas foi descartada pela equipe econômica. O Ministério da Fazenda, procurado, não respondeu sobre os motivos da decisão.

A escalada no preço do petróleo — que chegou a subir 4,6%, aproximando-se dos US$ 106 o barril — pressiona diretamente o bolso do consumidor brasileiro e o caixa das companhias aéreas, que já preveem impacto na aviação regional. O bloqueio de fertilizantes no Estreito de Ormuz também acende alertas humanitários, com autoridades da ONU falando em risco de crise alimentar.

A decisão do governo divide opiniões: de um lado, economistas defendem que a medida evitaria intervenções artificiais no mercado; de outro, críticos apontam que a população mais pobre é quem mais sofre com a omissão, enquanto petroleiras registram lucros recordes em meio à guerra.

 

 

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