Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU)
apontou que a demora na contratação de vacinas Coronavac, em 2023, durante o
governo do presidente Lula (PT), resultou na perda de ao menos R$ 260 milhões.
Segundo o relatório, cerca de 8 milhões de doses venceram antes de serem
utilizadas.
De acordo com o TCU, aproximadamente 8 milhões das
10 milhões de doses adquiridas não foram aplicadas e acabaram incineradas após
o fim do prazo de validade. O contrato total envolvia cerca de R$ 330 milhões.
Segundo os auditores, a “excessiva demora” no
processo de contratação — que se estendeu por cerca de sete meses — foi um dos
principais fatores para o desperdício. Técnicos apontam que o imunizante chegou
com prazo reduzido e em um cenário de baixa adesão à vacinação.
O Ministério da Saúde informou, em nota, que
encontrou um cenário de estoques comprometidos e que seguiu as diretrizes da
Organização Mundial da Saúde durante o processo de aquisição. A pasta também
atribuiu a baixa procura a fatores como desinformação, argumento que foi
contestado no relatório técnico.
O relator do caso no TCU, ministro Bruno Dantas,
avaliou que o desperdício teve causas múltiplas, mas apontou falhas na condução
do processo de compra. O tribunal decidiu solicitar explicações de
ex-integrantes da área responsável pelas aquisições.

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