sábado, 2 de maio de 2026

Alagoano caminhou até São Paulo por 6 meses após ser traído pela companheira com o próprio irmão: “Pra não m*tar ele”

 


Natural de Alagoas, Ronaldo Carvalhos  vive em situação de rua há 20 anos, após ser traído pela ex-companheira com o seu próprio irmão. Segundo ele, a separação aconteceu depois de descobrir que a ex-companheira se envolveu com o próprio irmão.

Ele conta que, para não matar o irmão, decidiu sair de casa e vir caminhando do Nordeste até a capital paulista durante seis meses em busca de doações e emprego.

“Acabei ficando na rua por causa dessa separação. Minha ex ficou com o meu irmão de sangue. Então, para não fazer nada contra ele, preferi ir embora e me afastar de todo mundo, até da minha mãe”, relembra Ronaldo.

Durante os seis meses de caminhada, Ronaldo passou por Bahia e Minas Gerais antes de chegar a São Paulo. Ele lembra que pedia comida nas casas, mas, quando não recebia doações, apenas bebia água pela estrada.

“Pedia numa casa, às vezes a pessoa dava, às vezes não dava. Às vezes eu só tomava água da estrada. Aí eu vim porque aqui em São Paulo, aqui é muita doação, sabe? Muita doação. O pessoal ajuda muito”, relata.

Trabalhador da construção civil, ele já conseguiu uma oportunidade como ajudante de pedreiro na capital. No entanto, após o término da obra em que atuava, voltou a ficar desempregado.

Hoje, Ronaldo diz sentir falta principalmente do pai, já falecido, e segue em busca de uma nova chance de trabalho para sair das ruas. Apesar disso, ele afirma que enfrenta muitas dificuldades vivendo  na rua

Desde que chegou, o homem dorme todas as noites na Praça do Patriarca, bem em frente ao gabinete do prefeito Ricardo Nunes (MDB). No dia a dia, ele se alimenta por meio de doações de ações humanitárias e toma banho em um Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) da prefeitura.

“Todo dia ‘nós dorme’ aqui, porque aqui tem alimentação, né? Arroz e feijão, às vezes vem carne, às vezes vem carne moída, é assim que vem. Aí às vezes eles trazem pão com mortadela, trazem suco, aí assim vai levando a vida”, destaca o alagoano.

Metrópoles

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