A passagem de Fernando Haddad pelo comando
do Ministério da Fazenda termina sob críticas após indicadores
fiscais apontarem deterioração das contas públicas durante o governo de Luiz
Inácio Lula da Silva.
Dados recentes mostram piora em diferentes métricas
usadas para medir a saúde fiscal do país. Entre elas estão o déficit
estrutural, a dívida líquida, a dívida bruta, o chamado “colchão da dívida” —
reserva para pagamento de compromissos — e também o volume de restos a pagar acumulados
no orçamento federal.
A dívida líquida chegou a 65% do PIB em janeiro de
2026, o maior nível da série histórica iniciada em 2006. Já a dívida bruta
atingiu 78,7% do PIB, crescimento expressivo em comparação com o fim do governo
de Jair Bolsonaro, quando o indicador estava em 71,7%.
Outro ponto de atenção é a redução do chamado
colchão da dívida, indicador que mede a capacidade do governo de honrar
compromissos no curto prazo. A reserva disponível para pagamento caiu o
equivalente a um mês e meio desde o início da atual gestão econômica.
Apesar das críticas, o Ministério da Fazenda afirma
que utiliza metodologia diferente da Instituição Fiscal Independente para
calcular parte dos indicadores e sustenta que a trajetória fiscal ainda aponta
para estabilização da dívida no longo prazo.
Com informações do Poder360

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