O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social
da Presidência, Sidônio Palmeira, orientou integrantes do governo Lula a
evitarem qualquer declaração pública sobre a crise envolvendo o Supremo
Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master. A ordem interna, segundo
apuração, tem o objetivo de impedir que o Palácio do Planalto seja arrastado
para o embate que, nos bastidores, já é visto como uma disputa direta entre a
Polícia Federal e o STF.
A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles.
A orientação inclui também um freio em críticas ao presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, após o avanço das investigações que atingiram nomes ligados à
previdência do Amapá. O ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo
Lemos — indicado por Alcolumbre — é investigado depois de o órgão ter investido
cerca de R$ 400 milhões em títulos do Banco Master e foi alvo de busca e
apreensão da Polícia Federal neste mês.
No governo, a avaliação é que a escalada da crise
ganhou um grau elevado de sensibilidade institucional, principalmente depois da
saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master e da redistribuição
do processo para o ministro André Mendonça. A preocupação é evitar ruído
político adicional em um momento de tensão entre os poderes e de forte
exposição pública do Supremo.
O clima ficou ainda mais pesado após a divulgação de
detalhes de uma reunião reservada entre ministros do STF, realizada na
quinta-feira (12). Segundo relatos, parte dos magistrados passou a suspeitar
que a conversa possa ter sido gravada, o que ampliou o mal-estar interno na
Corte e reforçou a decisão do Planalto de manter seus ministros em silêncio
sobre o assunto.

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