A decisão do ministro do STF Flávio Dino de
suspender o pagamento de penduricalhos reacendeu o debate em Brasília e deve
acelerar a análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre possíveis
vetos a propostas que beneficiam o Legislativo. Integrantes do alto escalão do
Palácio do Planalto avaliam que o cenário jurídico reduz a margem para adiar a
definição.
A informação é da colunista Milena Teixeira,
do Metrópoles. Nos bastidores, a avaliação é que Lula, que
inicialmente pretendia postergar o tema, pode decidir o futuro do projeto
dentro de até 60 dias, antes do fim do prazo estabelecido pela Suprema Corte.
Apesar da pressão política, o presidente ainda não definiu qual caminho
seguirá, já que o texto sequer chegou oficialmente à sua mesa.
Aliados têm orientado o chefe do Executivo a evitar
novos atritos com o Congresso Nacional, mas a possibilidade de vetos parciais
segue em discussão dentro do governo. O tema ganhou peso após a repercussão
negativa em torno dos benefícios previstos.
Na terça-feira (3), a Câmara dos Deputados aprovou
um projeto que cria um novo plano de carreira para servidores e amplia a
Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE). A proposta virou
alvo de críticas por elevar significativamente os salários e ampliar os
chamados penduricalhos.

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