terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Presidente de escola de samba que homenageou Lula é réu por morte de menina de 11 anos

 


A Revista Oeste afirma que as controvérsias envolvendo o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se limitam às discussões sobre eventuais irregularidades eleitorais. Segundo a publicação, além de alegações de abuso de poder político e econômico e de propaganda eleitoral antecipada, há também questionamentos de ordem moral relacionados à direção da escola.

De acordo com a Revista Oeste, Wallace Palhares, presidente da Acadêmicos de Niterói, é réu por homicídio culposo no caso da morte de Raquel Antunes, de 11 anos, ocorrida no Carnaval de 2022. À época, Palhares comandava a Liga-RJ, entidade responsável pela Série Ouro, e a Justiça do Rio de Janeiro teria entendido, ao receber denúncia do Ministério Público, que o dirigente tinha responsabilidade por falhas de segurança e fiscalização na área de dispersão, onde aconteceu o acidente.

A publicação relata que Raquel subiu em um carro alegórico e, quando o veículo se movimentou, foi prensada contra um poste. Ela foi internada com traumatismos múltiplos, teve uma perna amputada e morreu na UTI. A Oeste também menciona que Palhares chegou a declarar à imprensa que “não tinha que dar suporte” à família, sob o argumento de que o episódio teria ocorrido fora da área de responsabilidade direta da entidade.

Ainda segundo a Revista Oeste, Palhares foi indiciado pela Polícia Civil em janeiro de 2023 e se tornou réu em maio do mesmo ano por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Em depoimentos, ele e a Liga-RJ teriam sustentado que a guarda das alegorias na dispersão e o isolamento da área caberiam à prefeitura ou a outras autoridades, e não à liga organizadora.

O processo segue em tramitação na 29ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Conforme a Revista Oeste, em fevereiro de 2025 foram agendadas novas audiências para ouvir 24 testemunhas, e a investigação apontou negligência por permitir que crianças circulassem perto de veículos pesados sem escolta ou isolamento adequado.

 

 

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