A Revista Oeste afirma que as controvérsias
envolvendo o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) não se limitam às discussões sobre eventuais
irregularidades eleitorais. Segundo a publicação, além de alegações de abuso de
poder político e econômico e de propaganda eleitoral antecipada, há também
questionamentos de ordem moral relacionados à direção da escola.
De acordo com a Revista Oeste, Wallace Palhares,
presidente da Acadêmicos de Niterói, é réu por homicídio culposo no caso da
morte de Raquel Antunes, de 11 anos, ocorrida no Carnaval de 2022. À época,
Palhares comandava a Liga-RJ, entidade responsável pela Série Ouro, e a Justiça
do Rio de Janeiro teria entendido, ao receber denúncia do Ministério Público,
que o dirigente tinha responsabilidade por falhas de segurança e fiscalização
na área de dispersão, onde aconteceu o acidente.
A publicação relata que Raquel subiu em um carro
alegórico e, quando o veículo se movimentou, foi prensada contra um poste. Ela
foi internada com traumatismos múltiplos, teve uma perna amputada e morreu na
UTI. A Oeste também menciona que Palhares chegou a declarar à imprensa que “não
tinha que dar suporte” à família, sob o argumento de que o episódio teria
ocorrido fora da área de responsabilidade direta da entidade.
Ainda segundo a Revista Oeste, Palhares foi
indiciado pela Polícia Civil em janeiro de 2023 e se tornou réu em maio do
mesmo ano por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Em
depoimentos, ele e a Liga-RJ teriam sustentado que a guarda das alegorias na
dispersão e o isolamento da área caberiam à prefeitura ou a outras autoridades,
e não à liga organizadora.
O processo segue em tramitação na 29ª Vara Criminal
do Rio de Janeiro. Conforme a Revista Oeste, em fevereiro de 2025 foram
agendadas novas audiências para ouvir 24 testemunhas, e a investigação apontou
negligência por permitir que crianças circulassem perto de veículos pesados sem
escolta ou isolamento adequado.

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