domingo, 8 de fevereiro de 2026

TANGARAENSE - OPINIÃO E ANÁLISE: Prefeito de Tangará Augusto Alves Ignora Escândalos da PF e se Abraça a Allyson Bezerra

 




OPINIÃO E ANÁLISE – No Rio Grande do Norte, parece que o cheiro de pólvora das operações da Polícia Federal não incomoda o olfato de certos políticos. Em um movimento que desafia a lógica da moralidade pública, o prefeito de Tangará, Augusto Alves, e seu vice, decidiram formalizar apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Estado. O detalhe? O anúncio ocorre enquanto a poeira da Operação Mederi ainda nem baixou.

​Aliança Sob Suspeita

​A Operação Mederi, deflagrada pela PF e pela CGU no final de janeiro de 2026, colocou Allyson Bezerra no centro de um furacão. As investigações apontam para um esquema de desvios milionários na saúde, com áudios que sugerem o recebimento de propina. Enquanto a população de Mossoró e do RN espera explicações reais sobre os contratos de quase R$ 10 milhões com empresas suspeitas, o prefeito de Tangará prefere ignorar os fatos e garantir seu quinhão no projeto de poder para 2026.

​O "Clube dos Investigados"?

​O gesto das lideranças de Tangará não é apenas um apoio político; é uma mensagem clara de que, para eles, as investigações da Polícia Federal são mero "ruído". Ao se aliar a um gestor que teve celulares e documentos apreendidos por suspeita de corrupção, a prefeitura de Tangará sinaliza que a prioridade é o acordo partidário, e não a transparência.

​O Blindado de Vidro: Allyson tenta vender a imagem de "gestor eficiente", mas a Mederi revelou rachaduras profundas nessa narrativa.

​O Apoio de Conveniência: Para o prefeito de Tangará, estar ao lado da "máquina" mossoroense parece valer o risco de se associar a um nome sob investigação.

​O Povo em Segundo Plano

​Enquanto os prefeitos se reúnem em jantares e eventos para posar para fotos de apoio, a saúde pública — pivô das investigações da PF — continua sendo a maior vítima. É irônico que o apoio venha justamente no momento em que se investiga se o dinheiro que deveria comprar remédios foi parar em bolsos de políticos.

​A população de Tangará e de todo o Rio Grande do Norte deveria questionar: quem esses apoios realmente beneficiam? O cidadão que precisa de um hospital ou os políticos que precisam de um abrigo seguro para 2026?

Nota Crítica: A política potiguar repete o velho vício de fechar os olhos para o crime organizado dentro do Estado em nome de uma "união" que só serve aos detentores do mandato. O abraço em Tangará é, na verdade, um tapa na face da ética.

 


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