As bancadas do partido Partido Novo na
Câmara e no Senado protocolaram uma representação no Tribunal de Contas da
União pedindo investigação sobre um suposto uso indevido da estrutura da
Presidência da República na organização do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026.
O foco da ação é a participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva,
no carro alegórico “Amigos do Lula”, da escola de samba Acadêmicos de
Niterói.
Segundo o documento encaminhado ao presidente do TCU,
ministro Vital do Rêgo, servidores ligados ao cerimonial da primeira-dama — que
integra a estrutura do Palácio do Planalto — teriam sido mobilizados
para organizar convites e apoio logístico ao desfile. A representação afirma
que empresários, políticos, banqueiros e artistas teriam sido convidados a
participar do carro alegórico e que até medidas dos participantes teriam sido
solicitadas para a produção das fantasias.
Os parlamentares do Novo alegam que a utilização de
estrutura pública para viabilizar a participação da primeira-dama pode
configurar desvio de finalidade e ausência de interesse público. O texto também
cita que a escola de samba teria recebido cerca de R$ 1 milhão em recursos
públicos e sustenta possível descumprimento de orientação da Advocacia-Geral
da União, que determina que a atuação do cônjuge do presidente respeite
princípios constitucionais e tenha base jurídica clara.
Na representação, o partido pede medida cautelar
para que o TCU determine a interrupção imediata de qualquer atividade de
servidores federais relacionada ao carro alegórico, além de eventual
responsabilização de gestores caso irregularidades sejam constatadas. O pedido
é assinado por deputados e senadores da legenda, incluindo Adriana Ventura,
Marcel van Hattem e Eduardo Girão. Até o momento, a Presidência da República
não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Com informações da CNN

Nenhum comentário:
Postar um comentário