Um vídeo gravado na Paróquia São Paulo, no município
de Frei Paulo, no interior de Sergipe, ganhou grande repercussão nas redes
sociais após um desabafo contundente do padre Francisco de Assis. Durante a
celebração, o sacerdote fez duras críticas ao presidente Lula e
a um desfile de Carnaval que, segundo ele e muitos fiéis, zombou da fé cristã e
dos valores familiares.
A fala ocorre no rastro da polêmica envolvendo a
escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levou para a avenida um
enredo com referências elogiosas a Lula e cenas interpretadas por parte do
público como provocação direta ao cristianismo.
Durante a homilia, o padre afirmou, em tom de
indignação:
“Eu acredito que depois desse carnaval,
dessa baderna, não é possível que o povo católico não tenha acordado. Não é
possível que vão votar nesse infeliz, de novo.”
O sacerdote criticou a transformação do que
considera sagrado em objeto de deboche público e afirmou que símbolos cristãos
estariam sendo usados como pauta de escárnio em plena avenida, sob aplausos e
ampla exposição midiática. Para ele, há uma banalização deliberada da fé em
nome de agendas ideológicas.
Outro ponto que chamou atenção foi o questionamento
sobre o financiamento dos desfiles. Segundo o padre, eventos desse tipo
envolvem recursos que podem incluir dinheiro público e até “dinheiro sujo”. Em
um dos trechos mais compartilhados do vídeo, ele ironiza a tentativa de
transformar Lula em herói carnavalesco:
“Será que teve o carro do mensalão? Ou
será que o mensalão não existiu? (…) Será que teve o carro do petrolão, ou será
que o petrolão também é fake news e nunca existiu?”
A repercussão do discurso escancarou um sentimento
crescente entre conservadores e cristãos: o de que o Carnaval tem sido usado
como palanque político e ideológico, com grande estrutura e visibilidade para
atacar valores populares, ao mesmo tempo em que tenta suavizar ou reescrever
capítulos controversos da história recente do país.

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