domingo, 8 de fevereiro de 2026

Ministro de Lula já visualiza candidatura sem Alckmin

 


Lula jogou Geraldo Alckmin na frigideira na quinta-feira —"Tem um papel a cumprir em São Paulo"— e diminuiu o fogo da fritura no sábado —"Sempre digo que na minha vida as coisas só acontecem porque Deus quer, e Alckmin é uma dessas coisas." Alheia ao vaivém retórico, a banda lulista do MDB conversa sobre a ocupação da vice de Lula como se Alckmin já fosse versa. As informações são do UOL.

 Antes do Natal, Lula discutiu com os senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga a hipótese de incorporar o MDB à sua coligação. Foi informado de que as chances seriam maiores se a transação incluísse a vaga de vice. Ao falar em voz alta sobre o que era sussurrado apenas longe dos refletores, Lula como que destampou a frigideira.

 Em entrevista ao Globo, o ministro dos Transportes Renan Filho soltou sua língua da coleira. Disse que Lula "está verificando qual é a melhor aliança que amplia a possibilidade de reeleição." Referiu-se à vaga de Alckmin como uma oportunidade em aberto: "Haverá um novo debate sobre isso."

Do modo como soou, Renan Filho não considera negligenciável a alternativa de trocar o plano regional por uma aventura nacional: "Sou pré-candidato ao governo de Alagoas. E vou participar da discussão" sobre a posição de vice na chapa de Lula.

 Supervalorizando o seu partido, o filho de Renan Calheiros disse que Lula precisa de uma frente maior do que o PT e mais ampla do que ele mesmo. Abraçado a legendas como o MDB, ocuparia o "centro político". E isolaria o bolsonarismo "na extrema direita." Acha que a pulverização da direita e a saída de Tarcísio de Freitas da corrida presidencial levam água para esse moinho.

 Sem rodeios, o filho de Renan Calheiros declarou que o eventual acerto de Lula com o MDB inclui "a composição da chapa" presidencial. Tanta desenvoltura deixou irritados os aliados de Alckmin. Um dirigente do PSB, partido do vice, ironizou a articulação de Lula com o MDB:

 "Na festa de aniversário do PT, neste sábado, o presidente atribuiu a Deus a entrada de Alckmin na chapa de 2022. Puxada de tapete não é coisa de Deus, sobretudo quando atinge uma pessoa leal como o Alckmin. A última vez que Lula enfiou o MDB numa chapa presidencial deu em Michel Temer e no impeachment da Dilma."

 

 

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