A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão
preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno.
A decisão é da juíza Tulla Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal, após o STJ
revogar a liminar que mantinha o cantor em liberdade.
Segundo a magistrada, relatórios da Secretaria de
Administração Penitenciária apontam descumprimento reiterado das medidas
cautelares, sobretudo no uso da tornozeleira eletrônica. Entre outubro e
novembro de 2025, foram registrados mais de 20 episódios de falhas, como falta
de bateria, inoperância do equipamento e violações do recolhimento domiciliar
noturno, principalmente de madrugada e nos fins de semana.
Na decisão, a juíza determinou a expedição imediata
do mandado de prisão preventiva, com o mesmo prazo do anterior, já revogado.
A defesa afirma que os problemas na tornozeleira
foram técnicos e nega intenção de fuga. A CNN informou que aguarda novo
posicionamento dos advogados.
Acusações
O processo tem origem em um episódio ocorrido em
julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste do Rio. O Ministério Público acusa
Oruam e outros envolvidos de duas tentativas de homicídio qualificado contra
policiais civis durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
Segundo os agentes, pedras teriam sido arremessadas
do andar superior da residência do cantor. A Justiça também cita o uso de redes
sociais para desafiar autoridades e incitar a população contra operações
policiais.

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