O ano de 2026 começou com um volume recorde de
liberação de emendas parlamentares. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva pagou R$ 2,31 bilhões nos primeiros dias de janeiro, segundo dados do
painel Siga Brasil, do Senado Federal.
O valor é o maior já registrado para o início de um
ano e supera em 212% o montante pago no mesmo período de 2025, já corrigido
pela inflação. Todo o recurso liberado refere-se a restos a pagar, despesas
empenhadas em anos anteriores e quitadas agora.
A liberação ocorre em meio à estratégia do Planalto
de reforçar a relação com o Congresso. Nas últimas semanas, Lula intensificou gestos
de aproximação com o presidente da Câmara, Hugo Motta, incluindo um jantar com
líderes partidários na Granja do Torto.
Em ano eleitoral, as emendas ganham peso político
por permitirem que parlamentares direcionem recursos para suas bases,
financiando obras, equipamentos e melhorias em serviços públicos antes das
eleições de outubro.
O Orçamento de 2026 prevê R$ 61 bilhões para emendas
parlamentares. A expectativa é de aceleração dos repasses no primeiro semestre,
garantindo a execução de projetos ainda antes do período eleitoral.

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