O vazamento de dados de familiares de ministros do
Supremo Tribunal Federal foi cometido por dois funcionários terceirizados da
Receita Federal no Rio de Janeiro. Eles admitiram vender informações fiscais e
cadastrais por R$ 250 por CPF. A informação é da jornalista Malu Gaspar, do
jornal O Globo.
Os dados da advogada Viviane Barci, mulher do
ministro Alexandre de Moraes, e de Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux,
foram negociados por um vigilante terceirizado e um atendente cedido pelo
Serpro, lotados na agência de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.
Em depoimento, os dois disseram que o esquema
funcionava havia anos e que apenas atenderam a pedidos de consulta, sem saber a
identidade dos alvos. A Polícia Federal investiga quem comprou as informações.
Após a apuração administrativa, os dados foram
encaminhados ao ministro Moraes e à Procuradoria-Geral da República, que pediu
busca e apreensão contra quatro servidores. Todos passaram a usar tornozeleira
eletrônica e tiveram os passaportes recolhidos.
Além do caso no Rio, um fiscal de Presidente
Prudente (SP) admitiu ter consultado dados de uma enteada do ministro Gilmar
Mendes, e outra servidora, do Guarujá (SP), nega ter feito acesso atribuído à
sua senha. As investigações seguem em andamento.

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