O número de brasileiros com dívidas a pagar
voltou a subir em janeiro. É o que mostra o levantamento da Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que
contabilizou 79,5% de endividados no mês — repetindo o patamar de
outubro de 2025, o maior da série histórica.
Segundo os dados, a alta do endividamento foi puxada
pelas famílias cuja renda é de três até cinco salários mínimos: o índice passou
de 81,0% para 82,2% no intervalo de um mês. Em contrapartida, famílias com
renda superior a 10 salários foram as únicas a registrar redução no indicador
de incapacidade de pagamento.
Entre as principais modalidades de dívidas, o cartão
de crédito segue liderando o ranking, sendo utilizado por 85,4% do total de
devedores. Em seguida, estão os carnês, o crédito pessoal e os financiamentos
de casa e de carro. Ao todo, 16,1% declaram-se “muito endividados”.
A CNC projeta que o endividamento continuará
avançando no primeiro semestre de 2026 como recurso para manutenção do padrão
de consumo. No entanto, a tendência é que a inadimplência siga em queda,
impulsionada pela expectativa para o início do processo de redução da Selic —
taxa básica de juros.

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