A liquidação do Banco Pleno, decretada nesta
quarta-feira (18) pelo Banco Central, elevou para cerca de R$ 58 bilhões o
custo total estimado do caso Master ao Fundo Garantidor de Créditos.
Segundo o FGC, apenas o Pleno exigirá R$ 4,9 bilhões
para honrar depósitos cobertos, envolvendo cerca de 160 mil credores. Esse
valor se soma a aproximadamente R$ 53 bilhões já relacionados ao Banco Master —
incluindo uma linha de liquidez concedida em 2025, a liquidação do próprio
banco em novembro e a do Will Bank em janeiro. O Pleno pertencia a Augusto
Lima, ex-sócio do Master.
Como o Pleno já não integrava o conglomerado,
investidores poderão ser ressarcidos em até R$ 250 mil por instituição. O FGC
informou que o impacto final ainda está em análise.
Para recompor a liquidez, o conselho do fundo
aprovou um plano emergencial: bancos devem antecipar até sete anos de
contribuições (cinco anos imediatos, em três parcelas, mais 12 meses em 2027 e
12 em 2028) e pagar um aumento extraordinário de 30% a 60% nas contribuições
mensais por pelo menos 60 meses. Há ainda a discussão sobre usar recursos do
compulsório, medida que depende de aval do Banco Central.
O FGC afirmou que as discussões com as instituições
associadas e o BC estão em andamento e que uma deliberação deve ocorrer no
curto prazo.

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