Investigadores da Polícia Federal envolvidos nas
apurações das fraudes bilionárias do Banco Master suspeitam que Dias Toffoli,
ministro do Supremo Tribunal Federal, tenha praticado o crime de corrupção
passiva. A informação é da CNN Brasil.
Apesar da apuração, segundo a reportagem, o
magistrado ainda não é formalmente alvo de investigação. A apuração é de Débora
Bergamasco e Matheus Teixeira. Até porque, como já foi revelado, o ministro
Alexandre de Moraes já alertou que os investigadores da PF não poderia fazer
qualquer tipo de apuração contra integrantes com foto ou seriam
responsabilizados por isso.
Agentes da PF pretendem solicitar ao STF a quebra de
sigilo do fundo Marídite, ligado a familiares de Toffoli. "Também serão
solicitadas outras diligências para tentar percorrer o caminho do dinheiro do
banqueiro Daniel Vorcaro e averiguar supostos pagamentos ao juiz da Suprema
Corte, conforme mencionado em conversas apreendidas nos celulares de
Vorcaro", relata Bergamasco.
Um relatório de aproximadamente 200 páginas já foi
entregue ao presidente do STF, Edson Fachin. Fontes ouvidas pela CNN indicam
que os investigadores esperam que o novo relator do caso, o ministro André
Mendonça, possa destravar as investigações. A experiência prévia com Mendonça
na relatoria do caso das fraudes do INSS é considerada positiva pelos agentes,
que o classificam como um magistrado correto.
Desenrolar do caso
"Conforme antecipado pela revista Piauí e
confirmado pela CNN, a PF enviou os autos do inquérito ao STF quando se deparou
com indícios de prática de crime por parte do magistrado, supostamente, no
curso de um processo que era relatado por ele", contou a âncora Débora
Bergamasco.
Sobre isso, Dias Toffoli tem negado reiteradamente
ter cometido qualquer ilegalidade. No entanto, após a divulgação do relatório
da PF, o ministro admitiu pela primeira vez ser sócio do grupo Marídite, fundo
que agora está sob escrutínio dos investigadores e poderá ter seu sigilo
quebrado caso o STF autorize as diligências solicitadas.

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