Enquanto o PT patina na montagem de palanques
estaduais importantes, como em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolida como o principal articulador da
oposição e avança nas alianças.
O episódio da lista de nomes “esquecida” em cima de
uma mesa cercada de jornalistas na sede do PL mostrou que o filho de Jair
Bolsonaro assumiu em parte o papel de articulação de Valdemar Costa Neto,
presidente da legenda.
À revelia do dirigente, que segundo aliados tenta
emplacar o vice de Tarcísio em São Paulo, Flávio age para lançar o
vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, ao Senado.
No Rio de Janeiro, foi de Flávio a palavra final
sobre a candidatura do secretário de Cidades, Douglas Ruas, ao governo. O
favorito de Cláudio Castro era outro secretário, Nicola Miccione, da Casa
Civil.
Foi o senador também que trouxe o PP para a chapa, o
que esvaziou a coligação de Eduardo Paes (PSD).
Fortalecido pelas pesquisas mais recentes de
intenção de voto, Flávio Bolsonaro também vestiu o figurino de estadista
moderado e passou a defender pautas como o fim da reeleição.
O presidenciável não fala em ideologia de gênero ou
temas correlatos caros ao ecossistema mais radicalizado do bolsonarismo.
A atuação de Flávio contrasta com a dificuldade de
articulação regional do PT.
Isso ficou claro em uma reunião do PT em São Paulo
com deputados e dirigentes que cobraram rapidez na escolha do candidato ao
governo de São Paulo e manifestaram preocupação com a nominata de candidatos à
Câmara e Assembleia.
Em Minas Gerais, o PT aguarda a decisão do senador
Rodrigo Pacheco (PSD-MG) sobre a disputa para governador e, no Rio de Janeiro,
o partido vê Eduardo Paes montar um palanque com bolsonaristas e conservadores.
CNN Brasil

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