As novas descobertas da Operação Mederi aumentam
consideravelmente o nível de gravidade no entorno do prefeito Allyson Bezerra
(União Brasil), que é apontado pela Polícia Federal de ocupar o “topo” da
organização criminosa que desviou o dinheiro da saúde pública de Mossoró por
meio de contratos fraudulentos e pagamento de propina.
Dois pontos são devastadores:
1 – o uso de “conta laranja” em nome de uma menor de
idade para fazer escoar os recursos desviados;
2 – A apreensão de maços de dinheiro na casa do
secretário Almir Mariano, considerado um dos auxiliares da maior confiança de
Allyson Bezerra.
Esses fatos, revelados pelo jornal Estadão, de São
Paulo, e pelo jornalista Dinarte Assunção, estão nos autos da Operação Mederi,
autorizada pelo desembargador federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional
Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PE).
Allyson Bezerra, que já teve a casa visitada pela
Polícia Federal com ordem de busca e apreensão, está no “olho do furacão”.
Ele sabe que a sua situação é muito delicada e
também é consciente que a tendência é piorar.
Daí, sem as armas éticas para enfrentar a realidade
da operação da Polícia Federal, e sem força para fazer estancar as
investigações, ele recorre ao ambiente midiático, onde é craque, para construir
a imagem de vítima e atrair o clamor popular.
Sabedor, porém, que não vai conseguir tocar o
coração das instituições sérias que não abrem mão do dever à ética e à
moralidade na vida pública.
defato.com

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