O Hospital Walfredo Gurgel, maior pronto-socorro do
RN, acumula dívidas de R$ 11 milhões com fornecedores e enfrenta falta de itens
básicos, como luvas, álcool, lençóis e medicamentos — materiais que, em alguns
casos, vêm sendo adquiridos pelos próprios familiares de pacientes.
Outras unidades de saúde da rede estadual também
enfrentam problemas de suprimentos, escala médica e bloqueio de leitos.
O Hospital José Pedro Bezerra (Santa Catarina)
registrou em janeiro um índice de ruptura de estoque de 41,33%, enquanto o
Hospital João Machado chegou a ter recomendações de bloqueio de leitos por
falta de condições mínimas de segurança, conforme reportagem da Tribuna do
Norte da edição do último dia 19, mencionada pelo MPRN no processo.
No Hospital Maria Alice Fernandes, a falta de
suprimentos, associada a problemas na escala médica, levou ao bloqueio de sete
leitos de UTI neonatal e pediátrica, medida adotada em conjunto com o Conselho
Regional de Medicina (CREMERN), a Defensoria Pública e o próprio MPE para garantir
a estrutura mínima de atendimento.
Já o Hemonorte, unidade central de hemoterapia,
solicitou 41 itens à Unicat, mas recebeu apenas 9, precisando recorrer a
empréstimos de outros hospitais e hemocentros de estados vizinhos para suprir
faltas críticas. Entre os medicamentos e insumos em falta estão antibióticos de
alto risco, anestésicos, analgésicos, luvas, lençóis e ventiladores, cuja
ausência eleva o risco de infecções hospitalares, aumenta a mortalidade e
prolonga internações, conforme aponta a manifestação do MPRN.
O que diz a Sesap
Em nota, a Secretaria de Saúde reconheceu a queda
nos repasses financeiros apontada pelo MP, mas afirmou que o processo de
recomposição de estoques já está em andamento. “O abastecimento nas principais
unidades hospitalares do estado vem sendo recomposto recentemente, com o
pagamento que vem sendo feito junto a fornecedores contratados”, informou a
pasta.
A Sesap disse ainda que realiza “monitoramento
diário dos estoques dos hospitais, bem como das entregas realizadas pelos fornecedores,
com o objetivo de otimizar o abastecimento de toda a rede” e citou o pagamento
de compras prioritárias, negociação de entregas mais rápidas e até o uso de
requisições administrativas em casos extraordinários.
Com
informações de Tribuna do Norte
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