A conta de luz na Paraíba vai ficar mais cara em
média 13,59% a partir desta quinta-feira (28), de acordo com a empresa
responsável pela distribuição no estado, a Energisa. O reajuste faz parte da
revisão períodica das tarifas praticadas pela empresa.
De acordo com a empresa, o preço da conta de luz
varia conforme o consumo de cada local e é dividido em três "classes de
consumo", que terão reajustes particulares. A média entre os três valores
dá o resultado de quase 14% de aumento no geral, como exposto a seguir:
- Consumo
de alta e média tensão - 12,11% de reajuste;
- Consumo
B1 residencial - 13,50% de reajuste;
- Baixa
tensão - 13,94% de reajuste.
Cerca de 84% dos consumidores paraibanos estão
inseridos no consumo de baixa tensão. O restante está dividido entre o consumo
residencial e de baixa tensão.
Também conforme a empresa de distribuição de
energia, existem componentes diferentes que formam o valor total e final da
conta de luz. Por exemplo, em uma conta no valor de R$ 100, cerca de R$ 26,00
ficam com a distribuidora. Os outros R$ 74,00 correspondem aos custos da
geração e transmissão da energia e aos encargos setoriais e os impostos.
Nas últimas duas alterações no valor da tarifa de
energia na Paraíba, houve uma diminuição, primeiro de 1,46%, em 2023, e depois
de1,35%, em 2024.
Tarifa social na Paraíba
Desde o dia 5 de julho, uma
nova tarifa social de energia elétrica impacta 650 mil pessoas na Paraíba.
A nova tarifa social de energia elétrica prevê gratuidade para famílias
beneficiárias do Cadastro Único (CadÚnico) e que tenham consumo mensal de até
80 kWh. O titular da conta de energia deve estar no cadastro para o
recebimento.
Segundo a Energisa, encargos e tributos municipais
ou estaduais poderão ser cobrados, conforme a legislação vigente, mesmo para
aqueles que atendem aos critérios para receber a tarifa social.
Não será necessário o fornecimento de novos dados
junto à Energisa para receber a tarifa. Conforme a empresa, será automático
para quem já atende aos critérios da Tarifa Social. No entanto, é necessário
manter os dados cadastrais no Cadastro Único atualizados.
Caso o consumo ultrapasse os 80 kWh, será cobrado
apenas o valor proporcional ao que exceder essa faixa.
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