O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Alexandre de Moraes determinou a suspensão de todos os processos na Justiça que
discutam a "revisão da vida toda" do INSS — ou seja, que tratem de
mudanças no cálculo final de benefícios previdenciários. O impacto das ações de
"revisão da vida toda" para os cofres públicos é estimado pelo governo
federal em R$ 46,4 bilhões para o período entre 2015 e 2029.
A notícia é do R7.
Em dezembro de 2022, por seis votos a cinco, o plenário do Supremo se decidiu a
favor dos aposentados e pensionistas e validou a "revisão da vida
toda". Em maio deste ano, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
recorreu da decisão. O órgão pede ao Supremo que esclareça pontos da questão e
quer saber se a tese firmada pode beneficiar aposentados que já tiveram
recursos que negavam a revisão.
Na decisão, Moraes classificou o tema como de relevante
impacto social.
"É prudente que seja determinada a suspensão
dos processos que tramitam nas instância de origem até a decisão definitiva
destes declaratórios, haja vista que tramitam nas instâncias inferiores
processos versando sobre a matéria analisada no precedente, inclusive com
acórdão proferido pelos tribunais regionais federais, o que permitirá a
execução provisória dos julgados, até porque alguns tribunais têm determinado a
implantação imediata da revisão sem aguardar o trânsito em julgado deste
precedente", escreveu Moraes.
A suspensão deverá ser mantida até que se julgue o
recurso do INSS — o que está previsto para ocorrer entre 11 e 21 de agosto, no
plenário virtual da Corte.
No julgamento virtual, não há discussão. Os
ministros votam por meio do sistema do STF. Se há um pedido de vista, o
julgamento é suspenso. Quando ocorre um pedido de destaque, a decisão é levada
ao plenário físico do tribunal, e a votação é reiniciada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário