CLÁUDIO HUMBERTO
O relator do orçamento, senador Márcio Bittar (PSL-AC)
em princípio tentou se esquivar, mas acabou admitindo que a tendência é fixar
para 2021 o valor de R$200 mensais para o programa Bolsa Família ou seu
sucedâneo. “Depois, quem sabe, seja possível chegar aos R$250 em 2022”, disse
ele. O problema, lembra o senador, é que o programa vai ganhar mais 8 milhões
de pessoas “descobertas” na crise da pandemia.
Pagando R$200 mensais em 2021, o governo quase vai
dobrar o custo atual do Bolsa Família, que passará a R$40 bilhões anuais.
Para pagar R$300 mensais, como quer Bolsonaro, o programa custaria R$60 bilhões
por ano. E o governo não tem todo esse dinheiro.
O valor do Bolsa Família seria maior não fosse a necessidade de incluir no
programa 8 milhões de “invisíveis” que apareceram durante a crise.

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