CNN BRASIL
A CNN Brasil informa que o governo federal retirou R$ 83,9 milhões que seriam usados no programa Bolsa Família para destinar à Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) da Presidência. A medida atinge os recursos previstos para a região nordeste do país e gerou críticas no Congresso por ocorrer durante a pandemia do novo coronavírus, quando muitas famílias estão sem fonte de renda.
A CNN Brasil informa que o governo federal retirou R$ 83,9 milhões que seriam usados no programa Bolsa Família para destinar à Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) da Presidência. A medida atinge os recursos previstos para a região nordeste do país e gerou críticas no Congresso por ocorrer durante a pandemia do novo coronavírus, quando muitas famílias estão sem fonte de renda.
O dinheiro será utilizado para comunicação
institucional, ou seja, para fazer publicidade das ações da gestão de Jair
Bolsonaro (sem partido).
A portaria que prevê a transferência dos recursos do
Orçamento foi publicada na edição desta terça-feira (2), no DOU (Diário Oficial
da União). O ato foi assinado pelo secretário executivo do Ministério da
Economia, Waldery Rodrigues. Segundo técnicos do Congresso, como não há recurso
extra, apenas realocação dentro do Orçamento, não é preciso de aval dos
parlamentares. O valor total destinado ao Bolsa Família no ano inteiro é de R$
32,5 bilhões.
Procurado, o Ministério da Cidadania informou que o
pagamento do benefício está garantido, mas não esclareceu o motivo da
realocação dos recursos.
A Secom já havia aumentado para R$ 17,8 milhões suas
despesas com propaganda durante a pandemia do novo coronavírus. Os recursos
estão sendo utilizados para divulgar peças publicitárias com o mote de que é
preciso “proteger vidas e empregos”.
Depois do fracasso com a campanha “O
Brasil não pode parar”, vetada judicialmente, a secretaria e o presidente
também adotaram a frase “ninguém fica para trás”.
A campanha institucional da Secom é diferente da
produzida pelo Ministério da Saúde para fins de utilidade pública, que tem
objetivo de passar orientações sobre a Covid-19 e o novo coronavírus, bem como
recomendações de higiene, etiqueta e distanciamento social e até convocar estudantes
de medicina, enfermagem, fisioterapia e farmácia. O ministério já gastou R$
61 milhões e deve ampliar a despesa com produção de mais conteúdo.
O dinheiro para bancar a publicidade institucional do
governo Bolsonaro tem saído do orçamento de “Enfrentamento da Emergência de
Saúde Nacional”, de dois dos ministérios mais envolvidos em ações diretas para
atendimento à população, Saúde e Cidadania. A Secom centralizou a produção das
peças publicitárias.

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