O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição
no Senado, acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) e pediu à Procuradoria
Nacional de Defesa da Democracia (PNDD) — órgão conhecido como “Ministério da
Verdade” — a apuração da disseminação de informações falsas sobre a Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 12/2026.
A representação foi encaminhada ao advogado-geral da
União, Jorge Messias, e menciona manifestações do ministro da Secretaria-Geral
da Presidência da República, Guilherme Boulos, dos deputados federais Rogério
Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP), Érika Hilton (PSOL-SP) e Lindbergh
Farias (PT-RJ), além do senador Fabiano Contarato (PT-ES), sobre o conteúdo da
proposta que amplia a liberdade do trabalhador para escolher sua jornada de
trabalho com um modelo flexível baseado em horas trabalhadas.
Na representação, Rogério Marinho sustenta que as
manifestações atribuídas a Boulos e aos integrantes da base do governo Lula
configuram “verdadeira disseminação de desinformação sobre fatos e sobre
política pública em discussão no Parlamento”, ao associarem a PEC 12/2026 à
criação de uma suposta escala 7x0, ao fim da Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT) e à retirada de direitos trabalhistas. O senador argumenta que as
interpretações não correspondem ao texto da proposta, uma vez que a matéria
preserva os direitos previstos no artigo 7º da Constituição Federal, com
ampliação das possibilidades de negociação entre empregado e empregador.
O parlamentar argumenta ainda que “as manifestações
destacadas distorcem a realidade” e podem comprometer o debate público sobre
uma matéria com impacto direto sobre trabalhadores, empregadores e a atividade
econômica. Na representação, Rogério Marinho pede que a AGU apure eventuais
ilícitos relacionados à disseminação de desinformação sobre a proposta e avalie
“a adoção das medidas administrativas e judiciais cabíveis”, além de reforçar o
livre debate de ideias acerca da prioridade do negociado sobre o legislado nas
relações de trabalho.
“A propagação de falsidades nesse tema pode
interditar o debate e esconder pontos que sequer foram debatidos na Câmara dos
Deputados: pequenos negócios ficarão inviabilizados, forçando-os a fechar as
portas ao longo de 52 ‘novos feriados; 40% da força de trabalho atual está na
informalidade; bens e serviços ficarão mais caros”, afirma Rogério Marinho em
trecho da representação.

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