Uma denúncia encaminhada por uma moradora de Caicó
levanta questionamentos sobre a atuação de uma equipe do Samu RN durante o
atendimento e transporte de um adolescente vítima de traumatismo
cranioencefálico (TCE).
Segundo o relato, o Samu teria negado o atendimento
adequado solicitado para o caso. A denunciante afirma que, apesar de
recomendações médicas que indicariam a necessidade de transporte em uma Unidade
de Suporte Avançado (USA), o paciente não recebeu o suporte especializado
esperado e precisou ser removido em uma ambulância de suporte básico,
considerada inadequado para a gravidade do quadro clínico.
De acordo com a familiar, diante da negativa do
serviço em disponibilizar uma unidade compatível com a condição do jovem, foi
necessário realizar o deslocamento em condições impróprias para um paciente com
suspeita de lesão neurológica grave, o que gerou preocupação quanto aos riscos
durante o trajeto e à ausência de acompanhamento especializado.
A denunciante também questiona a condução técnica
adotada pela equipe responsável pelo atendimento, apontando o que considera
falhas na avaliação do caso e no cumprimento dos protocolos assistenciais
recomendados.
O episódio ocorre em meio a discussões que
acompanham, desde o início do processo licitatório relacionado ao serviço, a
capacidade técnica da empresa declarada vencedora. Conforme documentos e
questionamentos apresentados durante a tramitação da licitação, já haviam sido
levantadas dúvidas sobre o atendimento aos requisitos de qualificação técnica
específica exigidos pelo edital para a execução de serviços considerados de
maior complexidade.
Críticos do processo sustentam que os
questionamentos foram apresentados ainda na fase de análise das propostas,
alertando para uma suposta incompatibilidade entre a experiência comprovada
pela empresa e as exigências técnicas previstas no certame. Apesar disso, a
empresa acabou sendo declarada vencedora.
Diante da nova denúncia envolvendo o atendimento ao
adolescente, incluindo a alegada negativa de atendimento adequado pelo Samu e a
necessidade de transporte em veículo considerado inapropriado para o quadro
clínico, os questionamentos voltam à tona e reforçam os pedidos por
esclarecimentos sobre a estrutura operacional, a qualificação técnica e a
observância dos protocolos de atendimento adotados no serviço.

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